
No meio publicitário, tudo acontece super rápido.
O turn over nas agências, a conquista e perda de clientes, e, algumas vezes, as promoções de cargo. Não é difícil encontrar por aí gente de 24, 25 anos assumindo responsabilidades de nível gerencial. São pessoas que têm um dom plus para executar aquele tipo de trabalho, e, portanto, destacar-se no que fazem é apenas consequência da combinação de personal skills + força de vontade.
Porém, o que vou falar aqui, é um assunto tão importante quanto a capacidade de entregar um job ou projeto com qualidade, rapidez e conteúdo relevante.
A habilidade de liderar equipes e gerir pessoas nem sempre é item de fábrica nos profissionais. E, o mais complicado dessa história, é que algumas pessoas esquecem de analisar esse tópico na hora de nomear um indivíduo para gerenciar/supervisionar um núcleo de profissionais. O resultado dessa miopia corporativa é , quase sempre, o individual tentando sobressair -se ao coletivo. Esse gap, na maioria das vezes, causa desmotivação nos funcionários que, por sua vez, acabam procurando oportunidades em outros lugares.
Falta treinamento para que jovens gestores e executivos aprimorem a capacidade de orientar, ouvir e desenvolver seus funcionários. Enquanto isso não for feito, teremos uma dúzia de crianças grandes e mimadas, batendo o pé no chão exigindo lé com cré, ao invés de sentarem em uma mesa e resolverem a situação democraticamente, em equipe. Carteirada resolve apenas em primeira instância, meus caros.
Por isso, tenho dito: feedback é o canal! Mais maturidade e menos bullying profissional!
#prontofalei
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Tags: agências, bullying profissional, novos talentos, Publicidade


8 Comments
Ju, arrasou!
Esta é, infelizmente, a realidade de grande parte das agências no Brasil onde acontece uma supervalorização da criatividade do profissional jovem para cargos executivos em detrimento da maturidade e experiência do profissional mais vivido.
Para nós que ja passamos, estamos passando, ou passaremos pelas mãos de chefes que necessitam das fraquezas dos empregados para se projetar, só nos resta levantar a cabeça, contar até 10 e anotar na agenda “what not to do”.
Bjos
Jú,
amei o post!
parabéns …. e o pior é que é exatamente isso que acontece no mercado hoje em dia;
Beijos
ótimas considerações!
tão incômodo quanto o estagiário que quer ser diretor é o diretor que age como estagiário.
por mais criativa e fodida que a pessoa seja, é extremamente necessário que haja um treinamento, ou uma orientação, para que ela seja capaz de coordenar pessoas.
o que parece ser uma habilidade natural (fácil) pode causar grandes transtornos quando é mal desempenhada – o que, infelizmente, é MUITO frequente (principalmente em ambientes de trabalho predominantemente jovem, como nas agências).
arrogância, insegurança, desequilíbrio, etc. são características que não podem ser notáveis em um gestor. claro que elas estão presentes em todos nós, mas quando você assume um papel de “chefe”, você tem que se policiar em dobro para lidar com elas da melhor forma – sempre pensando na equipe, no coletivo.
nós, jovens, conquistamos espaço rápido demais. mas quando esquecemos o fato que AINDA somos jovens e que não, NÃO TEMOS TODAS AS RESPOSTAS, aí que a coisa fode.. e se não tivermos humildade pra perseguir as melhores respostas coletivamente, aí fode de vez!
beeejo.
Preciso falar alguma coisa? Tá bom, vai, digo que tirou as palavras da minha boca…
Perfeito Julia, tem coisas que vc nascem com a gente e outras só se aprende mesmo na prática. Pode ser o mais criativo e genial, o mais inteligente ever, o golden boy (ou girl), ainda assim é necessário bagagem de vida, de macetes que só o tempo ensina, principalmente na lida com terceiros, coisas que ainda assim muita gente morre sem aprender!
Excelente comentário. Sentimos mesmo que cada vez mais temos executores seniores e não necessariamente pessoas com espírito de equipe e senso de liderança para ajudar a desenvolver o profissional que está em começo de carreira.
Parabéns pelo desabafo coerente. Quem souber entender o tapa na cara, certamente entenderá o recado.
Matheus Flandoli
Cara,
Clap clap clap!
É tudo o que tenho a dizer
Excelente texto!
Realmente uma fotografia do comportamental da vida profissional.
A ética deve pautar todas as ações senão a coisa degringola!
Parabéns Julia!!
Bj