Já me hospedei em muitos resorts no nordeste e sempre tive vontade de conhecer o Nannai. A imagem do hotel, na minha mente, remetia a uma lua de mel paradisíaca e relaxante…só que, entre um planejamento e outro, veio filho e aí já sabem. Planos adiados até segunda instância.
Eram quase 19 hrs quando o ônibus me deixou no hotel. Estava super ansiosa pra chegar e desbravar o espaço. Entramos no caminho que levava até a recepção e, pelo insulfilm mais escuro que já vi na vida, pude ver as tochas que iluminavam a entrada. No limite? Quase. Um cenário tropical intimista, pra lá de convidativo, quase nos hipnotizava ao subirmos as escadas rumo ao balcão de check in.
Ali, um lustre uma obra de arte iluminava o espaço: formada por conchinhas, a luminária (com mais de 2 metros de comprimento) tirava o fôlego de qualquer um que ali passasse. Fiz o check in e fui levada até o meu quarto. A noite, os arredores do hotel possuem pouquíssima luz. O funcionário, no caminho, me entrega um pequeno mapa. Recomenda fortemente que eu o leve no bolso nos primeiros dias, até decorar os caminhos.
Fiquei em um apartamento, o que me surpreendeu pois achava que o empreendimento só tinha bangalôs como opção de hospedagem. Ao abrir a porta do quarto, um choque: Uma cama 4×2. Tive um acesso de riso, nervoso, descontrolado. Adivinha o que eu fiz? Pulei em cima dela, óbvio. Eu era uma criança em dia de natal. Imagino que essa sensação predomine em qualquer um, a diferença é que muitos devem se controlar, por estar em casal…
Após meu freak out, desci para jantar.
Levei meu mapinha e segui as placas indicativas pro restaurante, que ainda estava fechado. Aproveitei para conhecer o espaço. Chaise longues com futton, redes enormes, muito verde. Lágrimas escorriam dos meus olhos, nunca havia visto uma coisa daquela. E fui andando…até perceber que estava pisando em areia. Cheguei ao ápice da minha descoberta:
Futtons a beira mar, com pequenas luminárias de conchinhas penduradas, com tecidos transparentes, esvoaçantes…uma lua linda, o barulho do mar ao fundo. Era uma overdose de sensações. Uma pena que estava apenas com a câmera do celular, sem flash e resolução de 0,1 megapixels. Para estas horas a gente recorre ao flickr. A foto acima é do @cardoso, que também ficou hospedado lá.
O clima do hotel é lua de mel sim. Completamente.
Mas, devido a chegada de grandes hotéis na região, como o Enotel, foi necessário dar um passo a frente. Hoje, o Nannai oferece para os hóspedes uma estrutura exclusiva para crianças pequenas, sem interferir em sua proposta central, que é oferecer um pedaço do paraíso (e sossego) a que lá chega.
O espaço para os pequenos é afastado do espaço comum, e conta com escorregadores, brinquedos diversos e uma piscina. Achei fantástico, pois é uma alternativa que viabiliza a segunda lua de mel do casal com filho pequeno.
Meu único porém, para todo o complexo, é a internet.
Se querem ir pra lá, na esperança de conseguir usar o caríssimo wi-fi no conforto do seu quarto, esqueça. A única coisa que vão sentir é frustação profunda. Liberte-se desse vício e experimente um mergulho nas piscinas naturais em frente ao hotel. É tiro e queda!
E aí, bora pra lá?
Mais informações: www.nanai.com.br
Cotações que valem a pena: www.litoralverde.com.br
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